domingo, 1 de abril de 2012

NUTRIÇÃO - PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA

  Todas as formas de atividade física são benéficas para saúde. Qualquer trabalho que envolva atividades que exijam movimento do corpo como andar, correr, jogar, subir ou descer escadas, limpar a casa, dançar, lavar o carro,  gasta energia física.
  A atividade física frequente e regular, ajuda a prevenir o sobrepeso e a obesidade, contribui para a redução do peso e redução da porcentagem de gordura corporal, melhora a força física e muscular,  é benéfica para a saúde emocional e mental, mantém músculos, ossos e articulações fortes, aumenta o gasto energético, ajuda a manter os perfis hormonais e sanguíneos equilibrados e, as funções do sistema imunológico e intestinal dentro das normalidades.
      A nutrição desempenha o papel fundamental de fornecer a energia e nutrientes necessários para o trabalho realizado no exercício. Além disso, pode melhorar a capacidade física, reduzir a fadiga e o tempo de recuperação pós exercício,  reduzir lesões ou recuperá-las, melhorar o desempenho e auxiliar na manutenção do peso corporal.
 Cada pessoa tem necessidades nutricionais específicas e individuais. Para praticantes de exercícios não é diferente. As recomendações dependem do tipo de exercício, sua intensidade, duração, frequência e depende também das características de cada pessoa (peso, altura, idade, se apresenta ou não algum problema de saúde que exige atenção especial para alimentação, atividades do dia a dia, hábitos culturais, religiosos etc).
         Assim como o consumo adequado de alimentos em qualidade e quantidade, é importante para proporcionar carboidratos, proteínas, lipídeos, fibras, vitaminas e minerais, a hidratação apropriada antes, durante e após  a atividade física também é. Com a elevação da temperatura corporal, durante o exercício, há perdas de líquidos do organismo, pelo suor e, se não houver reposição, a desidratação pode afetar as respostas fisiológicas, a força muscular , desencadear o aumento de câimbras e hipertermia e desta forma compremeter o desempenho e a saúde. A água é uma boa opção de reidratação por ser facilmente disponível, barata e por ocasionar esvaziamento gástrico relativamente rápido. Porém, dependendo do tipo, duranção e intensidade do exercício, além da reposição hídrica, é necessário a reposição de eletrólitos e de carboidratos.
     A alimentação saudável e a atividade física regular são aliadas fundamentais para a manutenção do peso saudável, redução do risco de doenças e melhoria da qualidade vida.
    Da mesma maneira que o profissional habilitado para orientar sobre alimentos e nutrição, para obteção do melhor estado de saúde é o nutricionista, o profissional resposável por orientar os melhores e adequados exercícios físicos são os profissionais formados em educação física.  As vezes, dependendo do estado de saúde e das condições físicas, é necessário também o acompanhmento de um cardiologista, fisioterapeuta e ortopedista.

Atendimento Nutricional para praticantes de atividade física:

Avaliação Nutricional
Avaliação do consumo alimentar
Avaliação da composição corporal
Avaliação clínica
Avaliação de exames laboratoriais
Elaboração de plano alimentar individualizado
Orientações e recomendações nutricionais
Reeducação alimentar


Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação-Geral da Política de Alimentação e Nutrição.Guia alimentar para a população brasileira : promovendo a alimentação saudável / Ministério da Saúde, Secretariade Atenção à Saúde, Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
CARREIRO, Denise Madi. Entendendo a importãncia do processo alimentar. São paulo, 2009.
DAMILANO, Lucas Pires da Rocha. Avaliação do consumo alimentar de praticantes de musculação em uma academia de Santa Maria – RS. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Centro Universitário Franciscano, Santa Maria, 2006. Disponível em www.nutricaoativa.com.br
FELIX, Ileni Ribeiro de Santana. Avaliação do conhecimento de fontes alimentares e uso de suplementos esportivos em frequentadores da academia de ginástica Fitness Club em Guarulhos. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, São Paulo, v. 5, n. 27, 2011.
Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comparação da ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasiliera de Medicina do Esporte, v. 15, n. 3, 2009.
PULCENIO, Débora Gregório. Hábitos alimentares de praticantes de atividade física de uma academia de ginástica de Criciúma – SC.  Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) da Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC, 2009.

sábado, 8 de abril de 2000

NUTRIÇÃO - CRIANÇAS

        A alimentação e nutrição adequadas, em qualidade e quantidade, são importantes para o crescimento e desenvolvimento de crianças, desde os primeiros anos de vida. Ao mesmo tempo, constituem fatores de prevenção de algumas doenças na fase adulta. Por isso é importante estabelever bons hábitos alimentares que continuarão na adolescência e fase adulta.
      A formação dos padrões alimentares da criança depende principalmente da orientação dos pais e familiares, que são responsáveis pela compra e preparo dos alimentos e devem ficar atentos para a importância de consumir alimentos saudáveis e oferecê-los às crianças.  Outras questões como a relação emocional entre a criança e a família são fundamentais para aceitação dos alimentos.
     Os problemas nutricionais mais frequentes entre crianças são: baixo peso, sobrepeso, obesidade, anemias carenciais.


Atendimento Nutricional para crianças
  •  Lactente ( 0 a 1 ano) – Recomendações Nutricionais
  • Pré escolares (2 a 7 anos), Escolares (7 a 12 anos)
Avaliação nutricional
Avaliação do consumo alimentar
Avaliação da composição corporal
Avaliação clínica
Elaboração de plano alimentar
Orientações e recomendações nutricionais
Formação de hábitos alimentares
Atividades educativas - educação e orientação nutricional – brincadeiras e atividades próprias para a idade.
Acompanhamento do crescimento
Acompanhamento de situações comuns: inapetência, obesidade, anemias, desnutrição
Sugestões de opções para merenda escolar  -  o que colocar na lancheira?


Leia mais…

  
Alimentação de recém nascidos e crianças até 2 anos de idade


      O aleitamento materno exclusivo, ou seja, a oferta apenas do leite materno até os seis meses, garante todos os nutrientes necessários, protege contra infecções e é capaz de assegurar o bom desenvolvimento neurológico, físico e motor da criança. Não é necessário oferecer águas, chás ou qualquer outro alimento.
   A partir dos seis meses pode-se oferecer de forma lenta e gradual alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas, legumes e verduras), de forma variada. Com intutito de facilitar a aceitação, deve-se oferecer com frequência, na época oportuna,  os diferentes tipos de alimentos em pequenas quantidades.  Além de suprir as necessidades nutricionais, a introdução de novos alimentos aproxima progressivamente a criança aos hábitos alimentares e lhe são apresentados novos sabores, cores, aromas e texturas e sabores. Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar ao peito até dois anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando e protegendo a criança contra infecções.


Alimentação Pré Escolar 

      A fase pré escolar compreende a idade de 2 a 6 anos. Há amadurecimento da habilidade motora, da linguagem e das habilidades sociais relacionadas à alimentação. Neste período a criança apresenta ritmo de crescimento regular, mas a valocidade de crescimento de estatura e o ganho de peso são menores do que nos dois primeiros anos de vida. Pode ser comum a  diminuição no apetite e o comportamento alimentar pode ser imprevisível e variável. A quantidade ingerida de alimentos pode oscilar, sendo grande em alguns momentos e pequena ou nula em outros.
   Devem ser evitados os comportamentos como recopensas, chantagens, subornos ou castigos, para forçar a criança a comer pois podem reforçar a recusa alimentar.
    Para uma conduta alimentar saudável e formação de bons hábitos alimentares é importante que sejam feitas de 5 a 6 refeições por dia (refeição e lanches), compostas com todos os grupos de alimentos, proporcionando quantidade adequada de nutrientes. O tamanho das porções dos alimentos deve estar de acordo com a aceitação da criança justamente pela variação de apetite. A sobremesa deve ser oferecida como mais uma preparação da refeição, evitando utilizá-la como recompensa. Os líquidos (sucos e água) podem ser oferecidos após a refeição pois distendem o estômago, podendo dar estímulo de saciedade precocemente.



Alimentação – Escolar

     O período escolar corresponde dos 7 a 10 anos de idade. Nesta época há maior prática
de atividade física, ritmo de crescimento lento , porém constante, com  ganho mais acentuado de peso próximo ao estirão da adolescência e aumento da ingestão alimentar.  Ocorre também crescente maturação de habilidades motoras e crescimento cognitivo, social e emocional. O início das atividades escolares e convívio com adultos e outras crianças são determinantes para o aprendizado em todas as áreas e estabelecimento de novos hábitos.
     Crianças em fase escolar são mais independentes e, se bem orientados, podem selecionar seus próprios alimentos. É preciso atenção pois podem ter mais acesso a refrigerantes, guloseimas e frituras. Um estilo de vida inadequado representado por sedentarismo, hábitos familiares incorretos, alimentação desequilibrada, consumo excessivo de doces, guloseimas e alimentos de baixo valor nutricional,  favorece o aparecimento da obesidade.


Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar, 2009.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de política de Saúde – Organização Pan Amercicana da Saúde.  Guia alimentar para crianças menores de dois anos, 2002.
Galisa MS, Esperança LMB, Sá NG. Nutrição:conceitos e aplicações. São Paulo: M. Books; 2008.
GIUGLIANI, Elsa; VICTORA, Cesar Gomes. Alimentação complementar. Jornal de Pediatria, v.76., suppl.3, 2000.
OLIVEIRA, Lucivalda Pereira Magalhães de et al . Alimentação complementar nos primeiros dois anos de vida. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 18,  n. 4, ago. 2005 .
PHILIPPI, Sonia Tucunduva; CRUZ, Ana Teresa Rodrigues; COLUCCI, Ana Carolina Almada. Pirâmide alimentar para crianças de 2 a 3 anos. Rev. Nutr.,  Campinas,  v. 16,  n. 1, jan.  2003.
Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia Manual de orientação: alimentação do lactente, alimentação do pré-escolar, alimentação do escolar, alimentação do adolescente, alimentação na escola - São Paulo: Nutrologia, 2006. 64 p.
SOUZA, Priscilla Maria Oliveira – Alimentação do Pré Escolar e Escolar e as Estratégias de Educação Nutricional – brasília – DF maio 2006 – Monografia.